sábado, 29 de maio de 2010

Aceitação não é respeito.

E interessante como as pessoas costumam confudir aceitação e respeito, como se ambas fossem sinônimos.
Aceitação é aprovar, concordar, fica de acordo, reconhecer.
Respeito é uma palavra que vem do latim respicere que significa olhar para trás. Isso evoca a idéia de julgar alguma coisa em relação ao que foi feito quando é valoroso ser reconhecido.
Há mais ou menos um ano e meio eu coloquei pra minha mãe e alguns amigos o fato de ser bissexual. Como era de se esperar, houve atrito, muita discussão e desentendimento com minha mãe. Isso porque o olhar dela, não diferente do olhar de muitos, era de que a partir do momento que eu me coloquei como bissexual, eu deixei de ser tudo aquilo que eu era e passei a ser só bissexual. Os amigos com um pouco de jeito foram aceitando sem tantos traumas.
Passado o choque, as coisas foram tomando assento e por parte de minha mãe, tudo foi ficando mais tranquilo e sem tanto atrito, discussão ou desentendimento.
Até que outro dia, ela veio e falou assim pra mim:
"Estou tentando colocar na minha cabeça que eu tenho que aceitar você assim, por que você é meu filho."
Errado!
Eu não quero ser aceito, eu quero ser respeitado.
Eu não quero uma aceitação conformista e submissa, que me aceita mais por obrigação do que por respeito.
Eu não quero ser compreendido, desde que sei e posso reconher no outro as limitações de compreender porque alguem gosta de azul e outro não, porque um cara gosta de mulher (sendo considerado normal) e outro não (e é considerado aberrante).
Eu quero apenas que possa olhar pra mim e ver uma individualidade, um ser com potencialidades e limitações e não O bissexual.
Compreendo as questões maternas e o quanto pra ela é complicado compreender tudo isso. Nem é culpa dela. Ela é vitima de um regime secular onde o diferente é olhado de forma diferente. Pena que esse olhar seja tão cheio de humilhação e preconceito, acabando por ferir e magoar.
Compreendo que justamente pelas feridas e açoites provocados por esse olhar é que pra ela seja tão dificil. Afinal seu instinto materno lhes cobra o papel de proteger.
E embora compreenda suas questões e ansiedades maternas, mesmo assim não quero aceitação, tolerancia ou compreenção por eu ser bissexual. Quero o respeito!

Friends

Eu adoro observar as relações humanas e talvez a amizade seja uma das suas manifestações mais interessantes. É curioso observar o desenvolvemento de laços de afeto com "um outro" o qual não se tem nenhum outro laço, nem mesmo o de consanguineidade. Chego a crer que muitos laços de amizades sejam mais fortes que laços familiares, embora as relações familiares desenvolva o conhecimento mútuo, a afeição e o altruísmo que são todos expressões da amizade.
A amizade extrapola as relações romântico-sexuais. Se fortalece na troca de experiências e na construção de uma relação alicerçada no constante investimento de confiança e lealdade.
É assim que foi se moldando a relação que tenho com duas amigas (existe um terceiro elemento que se encontra um pouco ausente, mas não cabe falar desta, neste episódio em especial). Nos conhecemos ainda na universidade e só depois de concluirmos o curso é que nossos caminhos se entrelaçaram de fato e de vez. O que foi curioso. Imaginava que quando terminassemos o curso, iria ser um pra cada lado e "até um dia!". Ledo engano, nossos caminhos pareciam ainda mais comuns ao fim do curso. Fazem cinco anos que nos formamos e são cinco anos juntos. Chego a conhecer mais sobre cada uma, do que sei mais de mim mesmo ou sobre meus próprios irmãos (de sangue).
E amizade não se faz só de momentos bons, são justamente os momentos desagradáveis, as discordâncias de atitudes, as alfinetadas discretas ou facadas pragmáticas, as revelações bombásticas, o ter que olhar o antigo amigo sob uma nova ótica, que fizeram com que existissem tantos bons momentos.
Final de semana passado, bebiamos em um bar, num desses encontros raros e por isso mesmo precioso. E conversa vai, conversa vem... eis que iniciou uma roda de defeitos e virtudes. Cada um começou a apresentar o pior defeito do outro e sua melhor virtude. Quase uma versão do famigerado jogo da verdade. Curioso é que vi o quanto crescemos nesses cinco anos. Pôde ver o quanto amadurecemos nossa relação ao perceber que pôdemos ser verdadeiros, sem pudores, sem limitações, sem tantas restrições (mesmo porque o alcool já não permitia) e falar do erro do outro sem que isso fosse usado como uma arma pra ferir, e escutar sem que fosse vergonhoso ter atitudes equivocadas, sem que fosse um engano ser um ser humano, humano. Poder escutar as virtudes e não se gabar de ser, mas ficar feliz pelo outro ter podido observar o melhor que existe em cada um. De repente criou-se uma atmosfesra tão agradável, tão amiga. Saber que o outro existia fez uma diferença impressionante na singular existência de cada um.
Já amanhecendo fomos para casa, e de presente ganhamos um banho de orvalho e um raiar de sol lindo.
Viva a amizade!!!

domingo, 23 de maio de 2010

Anime-se

Gente, tá rolando de 21 a 27 de maio, ou seja desde sexta o II Festival Internacional de Cinema de Animação de Pernambuco ou ANIMAGE. A mostra competitiva ocorre no Centro Cultural Correios e Cinema da FUNDAJ e a mostra não competitiva no Parque 13 de Maio e morro da Conceição. Tive ontem na FUNDAJ conferindo alguns curtas e adorei. Fica a dica pra quem quiser conferir.
Ah... é de grátis!!!

Bom dia Recife!!!


Uma noite com amigos, que se estende madrugada afora e termina com todos cansados porem felizes. Essas foram imagens de Recife hoje pela manhã... Sou apaixonado por tudo isso!!!
As fotos foram tiradas as 05:30hs na Ponte Duarte Coelho, Centro do Recife, uma das tantas existentes.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Há um vilarejo aqui

Come-come...

Bom essa é pra minha geração.
Hoje o joguinho de video game mais famoso do mundo esta fazendo 30 aninhos.
O Pac-Man está soprando velinhas!!!!
Ele foi criado pelo designer Toru Iwatani, que desejava na época inventar um jogo um pouco diferente daqueles do tipo “tiroteio”, e que também pudesse ser parecido a um desenho-animado.
Ai ai... quando lembro que passava horas bolando altas estrategias, jogando Pac-Man no meu Atari.
Em sua época, foi um dos jogos mais populares, tendo diversos tipos de versões. O jogo é simples, e no Brasil era chamado por alguns de “Come-Come”. O objetivo do jogo é comer as bolinhas, sem ser pêgo pelos “monstrinhos”.
A geração atual nem deve saber que porra é Atari e talvez ache sem graça uma carinha esfomeada comendo bolinhas e fugindo de fantasminhas que se duplicam, triplicam e por ai vai. Contudo, na minha geração era o que tinha de melhor.
Hoje eu prefiro jogar outras versões de Come-Come bem interessantes... ai, ai... vamos soprar a velinha!!!