quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Seu pai morreu...

Enquanto alguns utilizam de lâmpadas fluorescentes para expressar toda sua agressividade em ataques homofóbicos, outros tentam inovar. Um empresário americano, Frank Mandelbaum, deixou uma herança de U$ 180 mil  para seu filho, Robert Mandelbaum. Robert tem 47 anos e é juiz da Corte Criminal de Manhattan (Nova York). Contudo, em testamento Frank exigiu que, para receber a herança, Robert precisaria case-se com uma mulher. Detalhe, a mulher em questão é a que fez barriga de aluguel para Robert que é casado com outro homem, Jonathan O'Donnell. Como se não fosse suficiente a posição do patriarca, a viúva apoiou a posição anti-gay do falecido. Robert tenta contestar na justiça a posição do pai e liberar o valor destinado para o neto de Frank. A advogada de Robert alega: "Está claro que o Frank queria era forçar o filho a casar-se com uma mulher". 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Se eu fosse um peixinho...

Sempre quis ter um aquário. Agora eu consegui, e melhor, com peixes na cor que eu quero. Você tbm pode me ajudar a dar comida a eles, é só clicar neles. Quer ter um tbm? clica aqui oh... ;)

domingo, 19 de agosto de 2012

Um simples giro

Assisti a 360, novo filme de Fernando Meirelles e na minha opinião é um filme simples. Fernando Meirelles em entrevista disse trata-se de um dos mais simples de sua carreira. Tão simples que é gostoso de ver. O filme conta com artistas de peso como Anthony Hopkins, Jude Law e Rachel Weisz (que trabalhou com o diretor em O Jardineiro Fiel), mas nenhum desses são protagonistas ou ganham maior tempo em tela. No filme o protagonista mesmo é o momento de reflexão que cada um dos 11 personagens vivem em suas vidas e que está ligada ao desejo e ao amor. As relações que vivem e como vivem estas relações. Como antagonista na estória está as regras impostas pela sociedade e pelas religiões. O que é certo ou errado?; o que é pecado ou ético? Dicotomias que levam cada personagem a buscar o melhor caminho a seguir quando este se bifurca. Embora tenha colocado que não há protagonistas na estória, desde que cada uma das nove estórias mantem sua individualidade, Maria Flor é um gostoso espetáculo a parte para se ver na tela grande. Timidamente parece encher a tela com sua graciosidade. Outro "gostoso" espetáculo é o Juliano Cazarré, que protagoniza uma cena para lá de bonita e quente com Rachel Weisz, mas some logo em seguida. Além destes outra atuação marcante é do ator Jamel Debbouze (que como lembrou o Ragazzo, trabalhou em O Fabuloso Destino de Amélie Poulain). Outro ponto alto do filme é a trilha sonora, de um bom gosto refinadíssimo. Senti meu coração se derreter todo ao escutar "Mente ao meu coração" na voz de Paulinho da Viola. Por fim 360 é um ótimo filme porque fala da vida e aborda reflexões e questões atuais de maneira enxuta sem desbancar para o melodrama. 




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eu tenho mais de 20 anos


Quando eu tinha uns 15 anos, eu pedi a Deus para morrer antes de completar os 20. Na verdade eu tinha medo da carga de responsabilidades e da postura que a idade viria a exigir de mim. Fazer 20 anos seria assumir posturas e atitudes as quais eu não gostaria. Mas parece que Deus esqueceu do meu pedido ou não levou ele muito a sério e inadvertidamente quando me dei conta eu havia chegado aos 25. Ao olhar para trás pude perceber que os 20 havia chegado e não tinha exigido nada além do que eu tinha para dar. Observei também que sempre fui um adulto preso no corpo de uma criança e que tornar-me adulto era um momento de liberdade, que até então não tinha desfrutado. E nesse momento eu levei uma conversa séria com Deus e pedi para ele esquecer de uma vez por toda o meu pedido. Confesso que passei a ter mais cuidado ao atravessar a rua e evitei alguns esportes radicais. Até que desencanei e quando me dei conta tinha feito 30 anos. Foi nesse momento que eu pirei o cabeção.
30 anos, puta que pariu! Como assim?!
Ai não tive outra alternativa, fui obrigado a procurar ajuda psicológica. Tudo culpa de uma ideia preconceituosa de uma geração antes da minha. Cresci acreditando que aos 30 anos, estaria na metade da vida e que esta deveria está praticamente estabilizada, profissionalmente e sentimentalmente. Orá, meu pai com 30 anos já tinha 3 filhos e era casado, além de possuir um emprego estável. Olhei para mim e vi um recém formado, sem emprego, sem filhos, solteiro, morando com os pais e psicologicamente me sentindo com 25 anos de idade. É ou não é para pirar?!
Não sei qual a linha que a psicóloga usou, se junguiana, comportamental ou psicodrama. Sei é que ela olhou para mim e na minha cara disse: Uomo, volta pra base e deixa de frescura! Parece que resolveu. Porque quando fiz 30 anos uma urgência de ser feliz tomou conta de mim. Eu precisava ser feliz como nunca tinha sido e para isso eu precisava mergulhar dentro de mim e poder ler todas as cartas que escrevera na infância. Trazer a tona todos os medos, colocar na mesa tudo que sou e tudo que me tornei. O que queria realmente continuar a ser e por a baixo todas as mascaras que não mais queria em mim. Quando fiz 30 anos eu precisei começar a ser, para ver o que eu tinha conseguido ter. 
Hoje faço 35. Não voltei ainda desse mergulho, mas já voltei muitas vezes a superfície para respirar e pude perceber que quanto mais mudo meu mundo interno, mais meu mundo externo entra em um redemoinho louco de mudanças e acontecimentos que me forçam a sair do meu chão. Não me vejo tão experiente, embora sinta-me mais maduro, mais safo. Hoje faço 35 e o melhor presente é saber dos amigos que fiz nesse caminho. Que alguns se tornaram irmãos de alma e ficaremos para sempre juntos. Que muitos outros ainda me farão ver novos mundos e experimentar novos sabores. E quando menos perceber...eita olha eu com 40.
Ontem de manhã quando acordei, olhei a vida e me espantei...eu tenho mais de 20 anos!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Intolerância

Ando tão cheio de afazeres que alguns fatos tem ocorrido e praticamente não tenho tido conhecimento. Não que a mídia não faça o seu papel de informa, a culpa é minha que não tenho feito o meu papel de me atualizar. Fiquei sabendo hoje, por exemplo, que a mais ou menos uma semana atras um bando de evangélicos tentaram invadir um centro de umbanda em Olinda. Fui tentar saber algo sobre o fato e encontrei esse vídeo, onde mostra o episódio. As imagens foram feitas pelo filósofo e babalorixá Érico Lustosa, que em entrevista chegou a dizer ter sido ameaçado por um dos revoltosos que afirmou ser evangélico, mas também era um ex-matador. Segundo Érico, o vídeo já mostra a saída dos revoltosos que antes tentavam forçar o portão como se quisessem invadir. O babalorixá acredita que o evento tenha ligação com os fato ocorrido em Brejo da Madre de Deus. O vídeo foi motivo de inúmeros protestos por internautas. Ao assistir, não me veio outra imagem na cabeça que não a de uma época medieval onde a caça as bruxas levavam inocentes à fogueira. Ao mesmo tempo, me veio a imagem de uma população ingenua e incrédula que não se poupou em crucificar o Cristo. Imagens longínquas, mas que deu a impressão de que o tempo não tinha passado. Olhando essas imagens, algumas perguntas me vem a cabeça: Quem afinal quer instalar uma ditadura? Afinal de contas, o Brasil é um estado laico ou estão escondendo da população que nosso Pais já foi dado como forma de dizimo a um pequeno grupo de evangélicos? Afinal de contas onde fica a tolerância religiosa? O que esse grupo de evangélicos fundamentalistas querem?  
  

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Encontro fora de hora

Alguém poderia explicar o motivo da grade da Globo no período da tarde ser tão engessada?
Vejamos, antes tínhamos o Mais Você, com a Ana Maria Braga ocupando quase toda a manhã, com um pequeno espaço para o desenho da criançada. Depois, empresaram um pouco a grade e colocaram o Bem-Estar, com a Mariana Ferrão e o Fernando Rocha, e a TV Globinho logo em seguida. Agora, temos o Mais Você, o Bem-Estar e Encontro com Fátima Bernardes. Enquanto isso, a tarde se arrasta longa com um Vale a Pena Ver de Novo que parece nunca acabar e tomar todo o resto da tarde e entrar pela noite, seguida de uma Sessão da Tarde e do teste de atores da Globo, Malhação.
E porque toco nesse assunto? 
Por que não entendo como fazem uma sacanagem dessa com a Fátima Bernardes!
Ela terminou a semana de estreia do programa com metade do IBOPE do primeiro dia, e motivos não faltam para tal. Primeiro que a Fátima ainda tá verde e não se encontrou no programa e no horário, parece ainda está apresentando o JN. Por mais que a Fátima se esforce (e isso é visível) para deixar tudo mais leve, fazendo o telespectador quase sentir a brisa fria do vento sobre a relva verdejante em mais um dia que começa, o programa cai como um elefante. Os assuntos em debates, embora relevantes, acredito serem pesados para quem acaba de acordar ou está apenas começando o dia. Pior que tudo leva a crer que o programa foi feito para ser exibido a tarde, é só ver pelo cenário, pela iluminação, pelo figurino da própria e pela forma como o programa é conduzido. Não duvido que o programa foi feito para ela e que com mais algum tempo, as coisas entrarão no seu eixo. Por enquanto minha opinião sobre o programa é: chato e pesado!