quinta-feira, 7 de junho de 2012

Quantas Voltas mais esse Travolta pretende dar?

Desde criança aprendi que mentir é feio e como um bom menino sempre optei pelo caminho da verdade. Entretanto, a vida logo me fez ver que mentir é feio, mas a verdade não é para todos e muitas vezes omitir (esconder a verdade, que não é mentir!) vale muito mais a pena, desde que evita-se sofrimentos desnecessários e pode-se até poupar vidas. Com mais alguns anos de vida e um pouco mais de maturidade, continuo achando que mentir é feio, mas não deve ser pecado. E falar a verdade é um ato de coragem, muito mais do que um ato de virtude. No meio de tudo isso, acredito que todos nos temos nossas mentiras e segredos e esses são de nossa mais pura responsabilidade.
Os tabloides norte-americanos publicaram uma entrevista com uma ex-secretária do John Travolta em que a mesma afirma que o ator teve um caso de seis anos com o piloto particular. Os rumores sobre a homossexualidade do ator não são novidades. Em 1990 o ex-ator pornô Paul Barresi afirmou ter dito um caso com o ator. Em 2006 os tabloides flagraram ele dando um beijo nO babá da família e recentemente o John foi acusado de assédio por dois massagistas.
Mentir é feio, mas não ter coragem para assumir certas verdades é muito mais feio. Pior, inventar uma vida de mentira envolvendo outras pessoas para manter uma ilusão é tão pior e mais feio que simplesmente mentir. Fico profundamente revoltado com esse tipo de covarde, que não assume sua homossexualidade escondendo-se atrás de esposas e filhos em um conto da família feliz. Consigo perfeitamente compreender ao ver homens que não vivem sua orientação de forma aberta e livre por medo de preconceito, seja por parte da família ou pelo lado profissional. Mas, são dignos e sinceros o suficientes para não usar de sentimentos alheios tentando esconder sua orientação como se fosse algo anti-natural. O preconceito é fato e embora muito já se tenha conquistado em abertura para esse debate, muito ainda falta para que isso seja pleno. 
Nem sei se a Kelly Preston (atual esposa do John) tem conhecimento do outro lado da moeda do marido. Se souber menos mal, mas caso esteja de palhaça nessa estória o John é quase digno de apedrejamento em praça pública por fundamentalistas Taliban.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Eu apoio!

Estou meio sumidinho do blog não é mesmo?
Pois então, esse ano não tem sido muito fácil para mim e além de pouco tempo que tenho para dedicar ao meu cantinho virtual, confesso que pouca coisa tem me estimulado a escrever. É fase! Contudo, estava eu circulando por ali e acolá e me deparei com esse vídeo e fique estimuladíssimo. O vídeo foi lançado no último dia 30 - mais conhecido como ontem - e já teve mais de 13 mil acessos. Ele foi produzido pela Google Brasil e trata-se de depoimentos de funcionários e até do atual presidente do Google Brasil,  Fabio Coelho, em apoio ao casamento igualitário. Ao contrário de alguns vídeos de apoio a causa, onde só homossexuais dão seu depoimento. Nesse vídeo, casais heteros se mostram também indignados com essa sociedade tão desigual nessa questão. Alguns depoimentos são muito legais, com tiradas do tipo "eu sou mulher e eu sou homem, mas podia ser diferente". Que muitas outras iniciativas como essas possam surgir e aumentar o coro dos que já gritam: Eu apoio!  

terça-feira, 29 de maio de 2012

Shame

Neste último final de semana, fui assistir Shame. Tinha ouvido tantas boas críticas sobre o filme que lógico fiz questão de conferir se era tudo aquilo mesmo. Até comentários os mais variados sobre o "dote" do ator Michael Fassbender me deixou curioso. Saí da sala de exibição sem ter um conceito formado sobre o filme, excerto que chega a ser quase enfadonho, de tão lento. Entretanto, não poderia ser de outra maneira. Não se trata de nenhum filme de ação, mas de um processo psicopatológico do personagem, que piora quando ele ver sua privacidade invadida por sua irmã. Shame segue num crescente do desespero e agonia de Brandon (Michael Fassbender) de procurar suprir algo que não é preenchido dentro de si, e por isso mesmo se embrenha numa busca por mais e mais sexo. O cara para satisfazer seus desejos pornográficos apela para todo lado, homem e mulher. Interessante que essa satisfação pornográfica fica bem clara no filme, desde que é visível sua inabilidade com questões mais profundas como relação a dois. O filme possui enquadramentos lindos, alguns diálogos muito bons. Não sei muito bem explicar, mas achei o filme como se preso a uma linha ou forma que o deixou meio inflexível e talvez por isso mesmo o filme é seco, frio e cru. Contudo, posso concluir tratar-se de um bom filme, caso contrário não estaria a lembrar do filme e de ficar associando como certas cenas explicam outras cenas e assim por diante, até agora. Ah e quanto ao "dote" do Michael Fassbender, nem dá pra ver direito, embora as cenas de nu frontal e do close de câmera.

domingo, 1 de abril de 2012

O golpe

"Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue. Entretanto Pai, minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais".

Há 48 anos, instaurava-se no Brasil o Regime de Ditaduta que perdurou mais ou menos uns 20 anos. Nasci no final desta página triste de nossa história, mas sempre fui um curioso no assunto. Adorava ouvir meu avô contar as estórias sobre o regime. Por sinal, depois que ele faleceu que vim descobrir que na madrugada de 01 de abril de 1964, meu avô não havia dormido, rezando pela instauração do regime autoritário, com medo dos comunistas. É engraçado que escutava essa estória entre aliviado e desconfortável. Meu avô pode não ter sido pego pelos comunistas, mas muitas mães choram até hoje a vida de seus filhos que sumiram nos porões do DOI-CODI. Quantas mentes foram caladas, quantas vidas foram ceifadas, quanta dor, lágrima e revolta. Na adolescência colecionava encartes de jornal que falavam sobre o assunto. Por sinal, no jornal de hoje não li nada a respeito, nenhum encarte ou uma pequena nota sobre o assunto. A nova geração parece ser completamente alheia a essa página. A impressão que tenho é que 1964 é um épico filme antigo do qual ninguem mais se interessa. E acredito que não vale a pena mesmo tá revirando defunto, embora não podemos ser displicentes de nossa história. Ao abrir meu email agora pela manhã, vi um anúncio do Portal Curtas sugerindo alguns curtas sobre a época. Depois vou dar uma olhada, acho que vale a pena assistir. Graças a Deus, vivemos é um outro momento da nossa história. As ditaduras deixaram de ser um regime interessante, embora sejam realidades em alguns países. Execramos o "Ai se eu te pego" do Michel Teló, sem nos darmos conta que hoje cantar esse refrão é algo banal e democratico, quando a quarenta anos atrás era o suficiente para passar dias no pau de arara. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Essa foi boa...

Essa eu vi no blog do Luciano Guimarães e A-D-O-R-E-I. Trata-se de uma campanha contra a homofobia. Concordo plenamente que por trás de um homofóbico existe uma biba louca doida para se libertar.

domingo, 4 de março de 2012

New age!

Quando eu era um pré-adolescente, lembro que certa vez passou um filme que continha cenas homoafetivas entre dois homens. Recordo, que meu pai entrou na sala e me viu assistindo o filme e logo foi tirar satisfação com minha mãe, que não viu o menor problema em estar assistindo ao tal filme. De todo modo, não cheguei a ver o final do filme, meu pai simplesmente desligou a televisão e me botou para cama. Nem lembro do título do filme e nem se ele continha alguma cena muito picante. Contudo, a algum tempo atrás, um filme que tocasse no assunto "homoafetividade", era considerado "pesado" (assim era como chamavam os filmes com conteúdo "impróprio"). Sou de uma epóca que gay na televisão sempre foi sinônimo de subserviência, promiscuidade e sem direito a final feliz. O tempo passou e hoje acho engraçado quando vejo, uma ferrenha crítica vinda de vários segmentos da sociedade, quando um personagem gay de alguma novela foi proibido de beijar alguem, porque a censura não achou de acordo. Mais curioso ainda é a enxurrada de personagens homoafetivo que invade as novelas, filmes e sériados. Vivemos realmente outros tempos e oxála em breve viveremos tempos ainda melhores. Enquanto o Poder Executivo e Legislativo prefere se render as chantagens e argumentos de alguns falsos cristãos de Bíblia em punho e rabo preso, o Poder Judiciario trata de por pingo nos "is" e definir os rumos de uma sociedade mais igualitária. Sorte tem a Maria Tereza que nasce no meio de uma importante transformação dentro do conceito de família. Coragem e amor tem o casal Mailton e Wilson os pais da pequena Maria Tereza e o primeiro casal homoafetivo a ter o direito de registrar um filho por meio de reprodução assistida no Brasil. Os novos tempos chegaram.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Girl Gone Wild

Madonna lançou nesta segunda-feira a segunda música do seu novo trabalho MDNA. A música atende pelo nome de Girl Gone Wild, que você pode curtir logo abaixo. Madonna inicia uma turnê mundial a partir de maio em Israel, vai para América do Norte em agosto e até o final do ano ela dará a graça de fazer um show em terra Brazilis.